sexta-feira, março 07, 2014

BUG DO TEMPO



Imagem do DevianArt por Andyvanoverberghe.


Hoje, eu tive mais um daqueles meus sonhos estranhos. Caí em outra trama de Asimov?
Humm...nem tanto. Eu sonhei que tinha saído para determinado evento e quando voltei em casa, havia me encontrado lavando louça.
Era eu, mas uma outra cópia de mim e tive a experiência de me ver fora do meu corpo sem perder a consciência de quem era e de que éramos a mesma pessoa.
Carregava sentimentos diferentes e ao mesmo tempo, experimentava os sentimentos dela, a outra eu, sabia [não sei como] que não se tratava de um clone ou uma assombração, mas uma falha no espaço/tempo.
Ela, por sua vez, ficou horrorizada com a própria presença e saiu gritando desesperada pelos cômodos da casa. Diante da cena insólita, comecei a achar graça e andar atrás dela imitando uma alma penada. Pobre criatura! Se encolheu num canto e passou a tremer e chorar atormentada. Eu sentia o medo (por parte dela) e a excitação (por minha parte) ao mesmo tempo.  Após a presepada, eu pedi calma e falei para ela que éramos a mesma pessoa, que era só observar as minhas reações que logo notaria que eu era ela mesma.
Deste modo, a outra eu começou a analisar e mesmo achando tudo absurdo começou a aceitar que realmente éramos a mesma pessoa. Eu falei que ela iria embora, que em um breve período o sistema temporal se encarregaria de coloca-la na dimensão certa. Ela, por fim, se tranquilizou.
Lembro como ela ficou feliz de se olhar e perceber que alguns defeitos que carregava não eram tão horríveis como tinha imaginado. E que talvez fosse mais simpática do que pensava que era.
Percebi então que "a minha cópia" parecia ter sido armazenada na memória cache do tempo, deixada naquele determinado ponto para executar determinada tarefa com mais rapidez e eficiência quando fosse necessário. Calculei também que as várias decisões e opções que temos na vida geravam dimensões diferentes, então o mecanismo do tempo estava sobrecarregado pelas múltiplas escolhas da nossa vida moderna e consequentemente estava bugando como um computador qualquer.
Cada atitude minha havia gerado mundos paralelos (porventura, muitos além do mensurável), onde eu também existia mas de uma forma diferente, até mesmo porque cada situação que enfrentamos e sua consequência gera um impacto no "eu" e o modifica.
É curioso como a mente fantasia sobre o desconhecido. Ou quem sabe tudo isso tenha a ver com o Lu tentando me explicar algoritmos e seus loops infinitos. Ou mesmo eu tenha assistido Doctor Who muito mais do que devia.
De qualquer maneira foi assustador e interessante.
Talvez como expõe a crônica* do Luis Fernando Veríssimo, eu seja mesmo a melhor versão de mim e também sou muito melhor do que como me imagino atualmente.
Mas independente do que causou toda esta confusão no meu subconsciente, eu deveria é ser devota de Morpheus, por me manter sempre aprendendo mesmo enquanto estou dormindo ahahaha!

*PS: Vídeo da crônica Versões com Marco Nanini. [http://www.youtube.com/watch?v=QBsUSEcKawI]

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